Em Busca da Intimidade Perdida - Trailer

Meu DVD de mensagem!

Meu DVD de mensagem!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Redescobrindo o Tesouro Perdido do Culto Familiar




Mês da família! Presente para você!!!

Excelente livro disponibilizado gratuitamente pela Editora Fiel.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

'A Bíblia é uma arma', prega Denzel Washington



Ator está em "O livro de Eli". Em entrevista, ele fala sobre o filme e os riscos do fanatismo religioso.


Paoula Abou-Jaoude - Do G1, em Los Angeles

Depois de interpretar um policial corrupto em "Dia de treinamento" e um traficante de drogas em "O gângster", Denzel Washington volta a caminhar entre o bem e o mal em "O livro de Eli", novo filme dos irmãos Hughes, que estreiou sexta (19/03/2010) no Brasil.


Na história, Washington interpreta um tipo solitário que está disposto a tudo para proteger um livro sagrado que guarda segredos supostamente capazes de salvar a humanidade em um cenário pós-apocalíptico.


Cristão adepto da Church of God in Christ, popular igreja pentecostal afro-americana, o ator conversou com jornalistas em Los Angeles sobre o filme, e o G1 participou da entrevista. Leia a seguir os principais trechos.

Pergunta - O que te atraiu em “O livro de Eli”?
Denzel Washington - Meu filho gostava muito da história e acabou me convencendo a fazer o filme. Era um bom roteiro. Não apenas mais um filme de ação, “O livro de Eli” tem conteúdo, tem uma mensagem. É o bem contra o mal. São vários fatores do mundo espiritual. ,E pensando bem, ele me convenceu a fazer “Dia de treinamento” e “O gangster”, então acho que acertamos 3 de 3 (risos).

Pergunta - No filme, a Bíblia é tratada ora como uma ferramenta de ajuda à humanidade ora como uma ferramenta para se ter mais poder. Como analisa esta mensagem?
Washington - Sabe, sei que isso vai soar estranho, mas a Bíblia é como uma arma. Se ficar aí, em cima de uma mesa, nunca vai machucar ninguém. É uma questão de como você vai usá-la. E isso não se aplica apenas à Bíblia, mas também às palavras. Mas neste caso é interessante porque Eli escuta essa voz que lhe diz para levar a mensagem da Bíblia pelo país, por uma boa causa. Mas ele é o homem mais violento do filme. Quando ele chega numa encruzilhada que o leva a esta cidade onde tem que lidar com um homem cruel, ele precisa também lidar com sua própria humanidade.

Pergunta - Já o personagem de Gary Oldman, Carnegie, tem uma outra visão da Bíblia.
Washington - Carnegie obviamente só está procurando uma maneira de manipular a verdade. E nós conhecemos bem essa história, nem sequer precisamos da Bíblia para isso, basta assistir à televisao. Cada lado tentando convencer que tem razão e para isso vivem enchendo a sua cabeça com informação o dia todo. Por isso, que para mim, Deus e estes ótimos livros são espiritualidade. Religião é quando o homem se apodera de um deles e diz o meu está certo e o seu errado. Mas assim é o ser humano. É a nossa falha, uma falha fatal.

Pergunta - Você sabe citar a Bíblia?
Washington - Não sou tão bom assim para citar a Bíblia como sou para parafraseá-la (risos). Mas estou aprendendo mais e mais. É a terceira vez que faço a leitura da Bíblia, mas só leio um capítulo por dia, então demora um tempão. Tenho também um livro de estudos que antes de cada capítulo ajuda a entender o contexto, a época na qual a história se passou. Por exemplo, no caso do Novo Testamento, o livro explica o que estava acontecendo em Roma, ou com Cesar etc. É muito bom.

Pergunta - O que aprendeu com essas leituras?
Washington
- Antes das refeições a gente sempre abençoa e agracede pela comida, fala uma prece e encerra com amém. ‘Deus é amor’. Eu achava que ‘Deus é amor’ era uma só palavra, por ser algo que você recita a toda hora, rapidamente, de maneira quase automática. Aos poucos, durante estes anos, fui aprendendo a recitá-las mais lentamente e percebi que são três palavras. Deus. É. Amor. Independente de qual a sua religião ou livro que esteja lendo, acho que esta é uma lição que ainda estamos aprendendo como pessoas, como raça. Não significa que meu Deus é amor, e o seu não. E aqui vou parafraseando de novo (risos): ‘Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você’. Essa é a mensagem fundamental de todas as religiões, mas, de alguma maneira, nós distorcemos isso.

Pergunta - O que motiva Eli é a sua fé. No seu caso, o que mais te motiva? Washington - Também a minha fé. E a minha familia. Tenho muito prazer em ver meus filhos crescerem. E também o meu trabalho. Estou começando a ensaiar para esta excelente peça americana, ‘Fences’, na Broadway, com a atriz Viola Davis, e nem sequer durmo à noite só pensando e trabalhando nisso. É de um vencedor do prêmio Pulitzer, escrita por August Wilson, e foi encenada em 1987, rendendo um prêmio Tony ao James Earl Jones. Como ator, gosto de desafios como esse e como o do filme "O livro de Eli".


Leia a resenha de "O livro de Eli"

quarta-feira, 3 de março de 2010

Manuscrito bíblico de 1.300 anos é achado 'sem querer'





JERUSALÉM - Uma descoberta acidental possibilitou a junção de dois fragmentos de um manuscrito bíblico de 1.300 anos, que pode revelar novas pistas sobre um período obscuro da história da Bíblia hebraica. Pesquisadores não sabiam da existência das partes isoladas até que a fotografia de uma delas, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos especialistas, que se encarregaram de juntá-los.

Os fragmentos compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho. Uma mostra no Museu Nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora pôde reunir as duas peças.

Uma página do cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa biblioteca de livros raros na Universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007. Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular.

"A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba deixaram muito claro para mim", disse Engel. A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito mais bem preservado.

Após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho. Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito.

A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período "silencioso" - entre os séculos terceiro e décimo - do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico. O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,manuscrito-biblico-de-1300-anos-e-achado-sem-querer,516917,0.htm

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Como Pregar Para Não Converter a Ninguém




1) Deixe que seu motivo predominante seja assegurar sua própria popularidade.

2) Preocupe-se mais em agradar do que converter aos seus ouvintes.

3) Procure assegurar sua reputação como sendo um pregador famoso e diferente dos outros (para que todos o idolatrem e não prestem atenção na mensagem).

4) Fale com um estilo florido, enfeitado e inteiramente fora do alcance da compreensão da maioria das pessoas.

5) Seja superficial nas suas considerações para que seus sermões não contenham verdades suficientes para converter alguém.

6) Deixe a impressão de que se Deus é tão bom com todos, não enviará ninguém para o inferno.

7) Pregue sobre o amor de Deus, mas não fale nada a respeito da santidade do seu amor.

8) Evite dar ênfase na doutrina da completa depravação moral do homem para não vir a ofender o moralista.

C. H. Spurgeon

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Apóstolo do Bigode Santo




Sinopse

Num retiro religioso fatídico, um homem dedicado à espiritualidade alcança o seu mais alto grau de LOUCURA. Luta contra demônios imaginários, funda uma igreja numa caverna, proclama o seu bigode ungido e recruta fiéis incautos; tudo porque foi consagrado apóstolo por um menino em plena rua.

Não se trata de uma história como qualquer outra, mas de uma narrativa vibrante que o fará se questionar sobre o que leva as pessoas a verem a si próprias como profetas divinamente inspirados – uns com placa na mão, anunciando o fim do mundo; outros liderando revoluções populares históricas; com pincel, tinta e uma mensagem de paz e amor na cabeça; ou mesmo o mais quixotesco de todos, que viaja o mundo inteiro e possui, inclusive, um site na internet, se autoproclamando a reencarnação do Cristo de Deus.

Mergulhe neste universo inesquecível que é a mente humana. Percorra o caminho que tem levado muitas pessoas a seguirem tais profetas moribundos. Conheça o surgimento e queda de uma seita que levou muitos a uma fé cega e inócua. Tudo por causa de um amor não correspondido...



O retiro espiritual

Como eu prometi, passo a contar as aventuras em que acabei por me envolver. Para isso, lançarei mão de alguns detalhes que o apóstolo Paraíso me forneceu em nossas andanças ministeriais e de informações colhidas de outras pessoas que fizeram parte da sua vida.

Tudo começou em um retiro espiritual numa escola de minha cidade natal. Esse retiro era reservado apenas aos evangélicos inscritos do estado do Rio de Janeiro. Creio que aconteceu num fim de semana.

Foi nessa ocasião que Miguel visitou minha cidade. Ela não possuía muitas atrações turísticas; mas, de vez em quando, chegava gente diferente por lá. O meu povo sempre foi bastante carente, como eu mesmo fui durante grande parte da minha vida. Não que seja rico agora, mas tenho uma vida relativamente confortável. Concluí meus estudos atrasados, estou terminando o seminário de teologia e já comecei a trabalhar como auxiliar ministerial numa igreja perto de minha residência atual. Possuo uma casa com dois quartos e alguns móveis simples, uma televisão de quatorze polegadas, um Fiat velho, uma esposa e um cachorro poodle de estimação.

Mas, voltando à cidade, foi lá que aconteceu um retiro espiritual bastante diferente. Bem mais tarde Miguel me disse que os participantes não podiam sequer se cumprimentar uns com os outros. Era uma regra interna. Naquele encontro eles recebiam estudos especiais sobre doutrinas religiosas básicas e sobre o que eles chamavam de “cura interior”. Na verdade, eu soube que muitos dos que ali estavam caíam no chão, movidos por uma força misteriosa, além de quebrarem diversas “maldições hereditárias” e – parece até brincadeira! – alguns imitavam animais em plena reunião.

O fato é que Miguel de Sá Avedra estava por lá. Era um moreno claro, de meia idade, magro, alto, de fartos bigodes grisalhos, cabelos também grisalhos e olhos castanhos. Miguel era ingênuo e não conhecia muito da vida. Era descendente de espanhóis, trabalhava como ajudante de pedreiro e vivia de maneira muito simples. Tinha uma pequena marca na mão esquerda – decorrente de um ferimento num acidente de trabalho quando tinha apenas 15 anos de idade.

Como qualquer história que se preze precisa ter romance, Miguel era solteiro e eterno apaixonado pela vizinha, Catarina Nicanor Soares Fernandes – mulher tímida, loira, de olhos verdes, cintura grossa e altura mediana. Havia, porém, um grande problema para ele. Por ser de uma família tradicional de classe média, Catarina sequer notava seus olhares insistentes. Ela estava por demais ocupada com seus alunos do ensino fundamental – para os quais, aliás, lecionava por puro prazer.
Aquela professorinha foi a causa de tantos infortúnios para o meu amigo. Ela levou-o literalmente à loucura.

Faltando apenas um dia para o término do malfadado retiro, Miguel não percebeu que a proibição de comunicação com os outros participantes já havia terminado. Quando quis se isolar ainda mais na última noite para orar fervorosamente por sua amada, resolveu fugir durante a madrugada. Conseguiu se esgueirar pelos baixos muros do colégio e sumiu de vista rapidamente.

Ao amanhecer, os retirantes se preparavam para o retorno, quando deram por falta de Miguel. Procuraram-no durante todo o dia com o auxílio policial, mas não o acharam. Como estavam com hora marcada para a chegada, resolveram retornar sem ele e comunicar pessoalmente o desaparecimento à família que, de tão pobre, não possuía telefone.



Um homem sonha

Era uma esfera de metal gigantesca. Aliás, eram várias esferas pairando sobre diferentes pontos do espaço absolutamente silencioso e reluzente. Parecia o caos pré-criação divina, mas sem a escuridão característica de tal cenário.

Miguel brotou de dentro da enorme esfera metálica como uma árvore rompendo as entranhas da terra, só que numa velocidade espantosa. Sem pestanejar, Miguel sobrevoou toda a extensão da esfera e se perguntou de onde vinha tanta luz. Não encontrou a fonte, mas viu muitas outras esferas que refletiam a mesma luz intensa não produzida por elas mesmas, vindo de um lugar nunca dantes conhecido.

Sem entender nada, Miguel fez um esforço sobrenatural para voar de uma esfera a outra para ver se conseguia alguma pista relevante. Nada. Sua força não dava para tanto. Quem sabe fossem mundos ou universos diferentes e que não estavam acessíveis à sua investigação consciente? Quem sabe já havia morrido e não sabia? Subitamente, uma voz cortou o silêncio, quebrando o fluir de seus pensamentos intrigados...

Miguel acordou sobressaltado debaixo de uma pequena depressão, coberto por uma cortina de folhas secas e areia e lambido por um vira-latas magro e ensebado. Sua cabeça doía grandemente. Seus miolos ardiam debaixo do sol quente. Sem ter nenhuma idéia do que estava fazendo ali, ou de quem ele era, Miguel se levantou com grande custo e perambulou a esmo pelas ruas empoeiradas daquele lugar inexpressivo.
O cão o seguiu.

-o-o-o-

– Auf! Auf! – ladrava o perebento.

– Quieto, rapaz! – repreendia baixinho Miguel, entre uma mendigação e outra. Desde que batera com a cabeça e perdera a consciência de quem era, somou-se aos pedintes daquela cidade. Há três meses se recolhera à sua miserabilidade e mendigava alguns trocados entre as estátuas de entidades espirituais, abundantes naquela região.

Alimentava-se ainda mais parcamente. Parecia uma vara de tão magro. Faltavam-lhe a força e a agilidade que tinha quando tratava com cimento e tijolos. Ficou reduzido a um farrapo de gente, minguado, rarefeito, imundo, sem perspectivas.

Por companhia constante apenas o vira-lata, que também era magro e cheio de feridas purulentas não tratadas. Seus parcos pêlos eriçados eram de cor acinzentada com manchas negras. Sua cauda era a região mais peluda do corpo esquelético. Apesar de dócil, o cão era indesejado pela população. Vivia mendigando sobras pelas ruas por muito mais tempo que Miguel. Possuía a habilidade especial de farejar comida a longas distâncias – ainda que tivesse de fuçar o lixo para encontrar o objeto de seu sonho momentâneo.

Apesar de feio e mal-cheiroso, o vira-lata consolava Miguel em sua solidão e desgraça.

-o-o-o-

Numa madrugada chuvosa, Miguel sonhava outra vez. Entre os delírios de mesa fartamente enriquecida com iguarias que nunca provou, nosso mendigo acreditou ouvir uma segunda voz diferente em sua cabeça, durante o sonho. Desta vez Miguel conseguiu entender a mensagem da voz. Ao acordar, mais confiante, começou a lembrar da fé que outrora tinha em alguma coisa superior a si mesmo. Lembrou também de uma bela mulher loira por quem sentia um apreço especial.

– É isso! – gritou – eu já entendi tudo! Agora lembro quem eu sou! Eu sou um enviado especial de deus. Eu fui chamado para ser um apóstrofo; não ... um epístolo! É isso! Um epístolo de deus. E sou noivo de uma bela epistolisa: Catalina del Paraíso.
– Houf?! – Espantou-se o vira-lata.

– bramante! Seu nome será bramante! Meu lindo cãozinho... agora você terá um nome. Que tal?

O cachorro abanava a cauda encardida satisfeito. O futuro apóstolo esfregava com vontade o próprio rosto nas feridas molhadas de bramante. A festa se estendeu pelo resto da madrugada. A chuva só cedeu pela manhã.


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Estes são apenas dois capítulos do livro "O Apóstolo do Bigode Santo", de minha autoria.

O livro todo já está pronto para edição, mas preciso de sua ajuda para imprimir os exemplares. Apóie este ministério. Entre em contato!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Culto Engessado!





CULTO ENGESSADO!

Quando a tradição atrapalha o culto...

Publicado na revista Vida Cristã - 1o Trimestre de 2010.



Pr. Deivinson Bignon

“E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7).

Quando tradições humanas contradizem a Bíblia, o que devemos fazer? Qual é a fonte das divisões religiosas em nosso mundo?

Estas são perguntas inquietantes. Sua mente já sentiu vertigem ao pensar nelas... Se o seu coração já perdeu o ritmo ao ver a carranca do tradicionalismo abocanhar a sua fé e destroçar o seu culto pessoal, você precisa ler Marcos 7.1-30.

Neste texto, Jesus avisa sobre a contaminação das tradições humanas. Os fariseus e escribas perguntaram por que os discípulos de Jesus não guardavam as tradições dos anciãos a respeito da lavagem das mãos antes das refeições (vv.1-5). Esta pergunta não foi feita por causa da preocupação com a boa higiene. Ela foi feita com um propósito maligno: engessar o culto vivo e espontâneo de pessoas simples.

Prepare-se, querida leitora, pois nós dois visitaremos a partir de agora um reino de profundo desespero. O reino do engessamento religioso. Mas, antes de pensar no tradicionalismo, entenda o motivo da provocação dos escribas e fariseus. O ritual do lava-mãos é conhecido por n’tilat-yadayim e é praticado até hoje. Ele era feito para a purificação espiritual dos judeus ortodoxos diante de um mundo que consideravam imundo. Os escribas e fariseus viam a imundície espiritual encarnada nos gentios, por isso precisavam dessa purificação diariamente. Eles acreditavam que se comessem com as mãos ritualmente imundas trariam essa imundície gentia para a própria vida espiritual. O ritual do n’tilat-yadayim era metódico, pois eles deveriam “lavar cuidadosamente as mãos” (v. 3). O método consistia em lavar com água corrente escorrendo entre os dedos, passando pela palma até o pulso. Era uma técnica tradicional e, por isso, muito usada pelos judeus ortodoxos.

O que era a tradição dos anciãos? Era a interpretação oral e expositiva da Lei de Moisés – conhecida em hebraico como Torá. Na Tradição Oral os sábios e rabinos haviam decretado inúmeras regras adicionais. A Mishná (em hebraico, “repetição”, do verbo shanah, “estudar e revisar”) é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral. Provém de um debate entre os anos 70 e 200 d.C. por um grupo de sábios rabínicos conhecidos como Tanaim. Por causa da perseguição dos judeus pelas mãos dos romanos e da passagem do tempo, a Mishná foi redigida por volta do ano 200 d.C. pelo Rabino Judá HaNasi, para que os detalhes das tradições orais não fossem esquecidos. A Mishná é considerada a primeira obra importante do judaísmo rabínico.

Apesar do que você pode estar imaginando agora, Jesus Cristo NÃO era contrário às tradições! Na verdade, Jesus seguiu e manteve várias tradições judaicas, criadas por homens. Por exemplo, nas bodas em Caná, Jesus atendeu à tradição de que o vinho é a alegria do casamento, transformando tonéis de água na preciosa bebida. Ele também observou cada detalhe das festas judaicas tradicionais, especialmente a páscoa. O Senhor, inclusive, aproveitou os símbolos pascais para dar a eles uma nova interpretação no momento da última ceia. Portanto, Jesus não era contrário à toda tradição. Ele conhecia bem o texto de Provérbios. “Não removas os marcos antigos que teus pais fizeram” (Provérbios 22.28).

O Senhor não era contrário a todas as tradições humanas, mas era contrário àquelas tradições que os homens criavam para invalidar a Palavra de Deus! Observe os versículos 8, 9 e 13. A ênfase recai na expressão “suas tradições”.

Então, como o Senhor Jesus se posicionou diante dos excessos dos engessadores de culto? Ele citou o Antigo Testamento em sua resposta (vv. 6-13). Ele aplicou as palavras de Isaías 29.13 aos judeus de sua época (vv. 6,7) e citou passagens da Lei de Moisés sobre a responsabilidade de honrar pai e mãe (Êxodo 20.12; 21.17; Levítico 20.9; Deuteronômio 5.16) para mostrar que as tradições destes líderes contradiziam os princípios da Lei de Deus (vv. 9-13). Jesus Cristo denunciou que a boa tradição do Korban – palavra dada aos diversos tipos de sacrifícios e ofertas dentro do sistema religioso judaico – estava sendo usada pelos escribas e fariseus como pretexto para invalidar o quinto mandamento. O que motivou os engessadores do culto a interpretarem que a tradição do Korban era válida, ainda que o ofertante estivesse desobedecendo a Lei de Moisés, era a pura ganância. Jesus os corrigiu, estabelecendo as prioridades certas.

O Senhor continuou sua resposta, falando com a multidão e depois com os discípulos em particular, dizendo que a contaminação não vem de fora (nos alimentos), mas do coração impuro (vv. 14-23). Jesus sabia que é do coração do homem que sai as suas impurezas, pois o coração é enganoso (Jeremias 17.9). O tradicionalismo engessa a alma a ponto de o ser humano infectado por ele se achar superior aos outros, excluindo aqueles que não compartilham de sua visão de mundo.

Para contrapor essa triste realidade do coração engessado, Jesus fez um teste surpreendente. Na terra de Tiro, uma mulher grega de grande fé pediu a ele que expulsasse o demônio de sua filha (vv. 24-30). Por que Jesus não expulsou o demônio da menina siro-fenícia no exato momento em que a mãe dela fez o pedido? Ele queria testá-la. Jesus mostrou que sua missão foi para ir primeiro aos judeus, mas que ele ajudaria, também, os gentios. Ao contrário da postura excluidora e preconceituosa dos engessadores de culto, o nosso amado Jesus tinha o seu coração repleto de amor e compaixão pelas almas perdidas do mundo inteiro.

Como vai o seu coração, querida irmã? Ele está cheio de gesso? Quebre agora mesmo as amarras que ainda prendem a sua vida espiritual e renda-se a Deus num culto vivo e espontâneo.

Paz e bênçãos...
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Deivinson Bignon é pastor auxiliar da IEC de Vila Paraíso, em São Gonçalo (RJ), conferencista, escritor, graduado em Letras e mestre em Ciências da Religião, com especialização em Bíblia.

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COMENTÁRIO DE UM LEITOR DA REVISTA VIDA CRISTÃ

Olá. A paz de Cristo a todos.

Gostaria de fazer um breve comentário em duas partes sobre a matéria "Culto Engessado" da edição do 1° trimestre de 2010.

Primeiramente, gostaria de parabenizar o autor, o Pr. Deivinson Bignon, por este artigo. Artigo este, que tem tudo a ver com nossos dias atuais. Porém, gostaria de acrescentar algumas coisas a este artigo.

Primeiro. Vivemos em uma era em que assistimos constantemente a cultos engessados, alíais, vou além, cultos frios, hipócritas, sem a presença de Deus, sem unção, etc. Claro que não são todos, mas tenho vivido isto na igreja que "faço parte".

Os pastores, parecem com os fariseus do texto de Marcos 7. Jesus disse em Mt.23 a partir do versiculo 3: "Observai, pois, e praticais tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam." O que Jesus quis dizer com isto? Que os próprios mestres da lei, não faziam àquilo que eles mesmo ensinavam ao povo. Criaram inúmeras leis e tradições, como a que comenta o autor sobre o "lava mãos".

Sabe, estas coisas, criadas por homens ainda acontecem nos nossos dias, alias, acontecem com muita frequencia, pois, o fim está proximo. Isto tem levado a uma desmotivação por parte de pessoas. Eu particularmente não to conseguindo mais ficar nestes cultos, nessas reuniões melhor dizendo, nem tenho conseguido adorar no templo. Tá dificil. Mas, a Biblia disse que seria assim. "Voces serão expulsos das sinagogas, por causa do meu nome", disse Jesus, fazendo uma referência à perseguição. Porque o importante para o fariseu é a aparência.

O segundo ponto tem a ver com o quarto parágrafo do artigo, onde diz: "O detalhe é que Jesus Cristo não era contrário às tradições".. Claro que Jesus não era contrário às tradições e as leis. Mas como? Jesus veio cumprir a lei. Toda a lei e os profetas foram cumpridos em Jesus. Mas quando Jesus não foi contrário a estas coisas? Em que tempo? Foi quando Ele ainda estava vivo. A partir de sua morte e ressurreição foi firmada a Nova Aliança, o véu do templo se rasgou, quando Ele disse: "Está consumado".

Jesus, quando estava na Terra, participava dessas coisas: ia as festas judaicas, pagava tributos, ia ao Templo, etc. É por isso que hoje estamos livres. Livres da lei, das tradições.

Em Mateus 23.23 Jesus diz: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais os dizimos da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juizo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas." Muitos pregadores utilizam este versiculo para dizer que Jesus apoiava o dizimo no NT, mas a ênfase de Mt 23 nao é essa. O título do texto diz: "Jesus censura os escribas e os fariseus'. Jesus, quando disse, não poderia ser contra o dízimo (umas das tradições judaicas), pois Ele ainda não tinha morrido. Jesus cumpriu toda lei, para nos dar uma melhor!

O próprio Jesus disse que o mais importante é o juizo, a misericórdia e a fé. E os próprios fariseus que batiam no peito dizendo que eram dizimistas, erravam em não providenciar assistência aos pobres, às viuvas e os estrangeiros. E isso tem acontecido nos dias de hoje. Exploram os pobres e viuvas, querem encher os bolsos, mas cuidar das ovelhar, ninguem faz. Alíais, a principal função de um pastor é cuidar das ovelhas. O que temos hoje em dia, são conferencistas, pessoas muito "inteligentes", doutores, mestres, mas na hora de se envolver com as coisas do Reino, não fazem. Hipócritas!

Vivamos na Palavra. Vivamos Gl 3 18-20: "Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver em Deus. Já estou crucificado em Cristo; e agora vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim."

Paremos de ser hipócritas, vamos viver a novidade de vida. Vamos nos entregar inteiramente à Deus, nossas familias, nosso ser, nossas finaças, etc. Tudo é do Senhor. Porque Dele e por Ele e para Ele são todas as coisas, glória pois a Ele eternamente, amém!

Ap 3.20: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo."

Não deixemos Jesus do lado de fora!

sábado, 26 de dezembro de 2009

O CULTO E A PÓS-MODERNIDADE





Pr. Neucir Valentim

Antigamente, tínhamos um número enorme de grupos na igreja e a juventude
participava efetivamente dos trabalhos da igreja. Funcionavam as
Confederações, as Federações e as Uniões de acordo com as suas respectivas
faixas etárias.


De um tempo para cá, todos nós, e não digo levianamente de forma
generalizada, porque acho que a generalização é perigosa, mas baseado nas
conversas com pastores e líderes dos mais diversos agrupamentos que
funcionavam assim, e de fato é: Algo mudou, e as coisas não são mais como
antigamente. Não podemos negar uma verdade tão clara, ao mesmo tempo não
adianta forçar algo que não está funcionando, porque buscamos com isso,
colocar a culpa dessa natureza interna da igreja sem olhar o pano de fundo
que nos envolve, aí culpamos alguém pela situação, primeiro o pastor,
depois os jovens, depois os adolescentes, depois não temos mais desculpas
para dar e voltamos à velha ladainha: não é mais como antigamente! De fato
não é mesmo.


Dias desses um pastor veterano cuja igreja era poderosa em cantatas e em
atividades de deixar os outro babando me disse: - Pois é as coisas mudaram
na minha igreja, já não fazemos aquilo que outrora éramos bons, está todo
mundo com compromissos, e já não existe aquela igreja ardorosa de outrora.
Ele se sentia culpado, mas depois refletiu melhor e está entendendo o
processo.


Colocar a culpa na pós-modernidade parece que cai como uma "desculpa" para
os mais antigos, pois não compreendem que ela mudou todos os
relacionamentos. Alguns insistem em não ver que ela mudou e que essa
transformação alcançou a igreja, só os que não a conhecem bem, não entendem
o poder do impacto em nossas relações.


Primeiro temos uma igreja hoje mais secularizada: Os jovens que viviam na
igreja, geralmente tinham uma meta, terminarem o primeiro ou o segundo
grau, arrumar um trabalho e viver com a família em sua igreja.


Só nesse quesito muitas coisas aconteceram. Hoje, ter uma faculdade já não
significa muita coisa, e as pessoas "ralam" para conseguir um lugar ao sol,
mais notadamente a maioria de nossos jovens e adolescentes estão "correndo
atrás dos estudos" porque o mercado de trabalho não perdoa. Os adolescentes
estão em pré-vestibulares exaustivos ou em cursos de preparação, os que
estão na graduação não tem tempo para nada, e quando terminam, precisam de
uma pós-graduação e um mestrado.


Faça uma enquete na igreja e veja quantos estão estudando alguma coisa para
arrumar algum lugar ao sol, e você ficará espantado como está todo mundo
exausto querendo uma qualificação melhor, e isso tem começado bem mais cedo
do que imaginamos.


Em segundo lugar a cultura da informação instantânea e de entretenimento é
extremamente cativante e desigual para com as igrejas.


O Brasil é tido como o país onde o "internauta" passa a maior parte do
tempo em frente ao computador, chegando a alguns casos há 13 horas por dia,
a televisão como canal fechado (vários canais de entretenimento) também tem
sido uma fonte de busca e de passatempo agora, disponível a uma parcela
maior da população, nem quero entrar no mérito do YouTube que já concorre
com a TV comum. A TV aberta está cultivando novos ídolos do Brasil: O
futebol, a novela e os realities Shows, a coisa é tão absurda que se
consegue mais votos nesses programas "ao vivo" para os seus concorrentes,
do que para Presidente da República! Ora bolas, se um jogador do Big
Brother consegue mais de 60.000.000 (sessenta milhões de votos) é porque a
audiência pega o nosso povo também, ou somos ingênuos em achar que os
crentes não assistem a esses programas?


A Novela que antigamente era coisa de donas-de-casa, agora dominou
completamente o mercado dos homens. Boa parte da população discute assuntos
de novela como se fossem coisas reais, verdadeiras e do cotidiano, sendo
até manchete de jornal! Sem pensar na destruição dos valores morais que
elas trazem.


Quem não assiste novela fica como se fosse um alienado diante de
brincadeiras oriundas de alguns personagens de plantão. E como diz o nome,
novela vem de novelo, que enrola quem nela se apega.


Temos também o futebol que mobiliza o mundo todo, como nunca! É o assunto
do dia, da noite e da manhã e do dia seguinte, quem não assiste vira um ET.


Para que você tenha noção (E não vai aí nenhum juízo de valor) ninguém ía
para uma igreja com camisa de times, e hoje isso é mais do que normal. Até
pastores fazem isso. Imagina isso antigamente!


Tem o play station (e sabemos que boa parte da casa de nossos jovens e
adolescentes tem), as músicas, o mp3, mp4,mp5, mp10 e por aí vai...


Os celulares servem também para serem usados como telefone, porque eles têm
tantas coisas que falar ao telefone ficou em último lugar na prioridade da
escolha. Além do fato de que o celular virou motivo de urgência, deixá-lo
desligado ou não atender a um chamado é como se deixasse alguém morrer.


A decisão de abrir o mercado no domingo também pegou muita gente pelo pé.
Trabalhava-se no domingo sim, mas não era como hoje, depois que a
Confederação Nacional do Comércio tirou as barreiras que desestimulavam o
trabalho dominical, tudo funciona aos domingos, desde um supermercado, até
serviços não essenciais, mas que dão lucro ao dono do negócio.


Poderia falar que o nosso tempo foi roubado pela pós-modernidade e ninguém
tem tempo nem para viver, e a igreja acaba ficando em segundo ou pior,
último plano.


Quem sobrevive a isso? As opções tem sido igrejas que funcionam como
Comunidades, onde as pessoas entram, cantam e saem depois de ouvir uma
"boa" palavra. Esse é o modelo vigente de culto da pós-modernidade.


Faço uma exceção das "mega igrejas" e dos "mega ministérios", que pagam
músicos e outras atividades afins, e que podem manter orquestras, grandes
corais e coisas do gênero.


Confesso que estamos precisando olhar este assunto com carinho antes que
nos culpemos por um estado que não é só nosso, mas do mundo evangélico como
um todo que vitima principalmente as chamadas igrejas históricas.


Posso falar com sinceridade que tenho saudade da minha igreja da juventude,
onde mais de oitenta jovens estavam à disposição aos dias de semana, aos
sábados e aos domingos, mas hoje, estão mais velhos como eu, lamentando que
as coisas mudaram, mas sabem, por experiência própria que precisam ter seus
filhos na faculdade ou compreendem o que é de fato a pós-modernidade. E que
o tempo que tínhamos outrora, foi-se embora.


Posso lembrar também do principio fast-food que se instalou em nosso meio
evangélico da pós-modernidade. Apenas em São Gonçalo existem mais de 6.000
novas denominações evangélicas, imagina no Estado do Rio de Janeiro ou
Brasil? Isso cria essa nova dinâmica, onde a igreja local deixa de ser o
referencial absoluto e passa ser marginalizada, porque é muito fácil achar
uma igreja nova, próximo a casa para experimentar os seus novos modelos.


Sim, perdemos as raízes, pois a pós-modernidade não deixa espaço para isso,
ela transforma tudo em cultura do virtual, das comunidades virtuais, das
amizades virtuais, dos jogos virtuais e dos relacionamentos virtuais
também.


Esses dias ouvi alguém dizendo que não ía a igreja dia de domingo, mas não
deixava de assistir o culto da igreja de um outro Estado, pela internet!


O que falar dos tele-evangelistas cuja concorrência é desleal com os
pastores de "carne e osso"? Sim porque esses parecem que são tão
midiáticos, que são intocáveis, não tem contato com ovelhas, e por isso,
são ótimos, perfeitos e incomparáveis ao pastor local que "conhecemos" os
seus defeitos, pois os da mídia, só aparecem bonitos e com boas palavras.


A pós-modernidade na verdade está causando um mal maior, o da falta de
ligação afetiva, e o custo disso está aí, na família destroçada, na
sociedade hedonista e na busca do prazer a qualquer preço.


Um dos grandes problemas da pós-modernidade foi o fim dos paradigmas, ou se
era de direita ou de esquerda, pentecostal ou tradicional, isso ou aquilo,
ela relativizou tudo e nada está certo, e a moral nisso, onde fica? A moral
na pós-modernide está no limite do padrão de prazer que alguém pode ter. Em
outras palavras, se confere prazer, porque não fazer? Esse é o limite
moral.


Ouço uma ladainha de pastores que gemem porque não conseguem compreender
mais o mundo em que vivem, em contrapartida, para alguns pastores
"aventureiros", adoraram os novos tempos, porque no período anterior à
pós-modernidade, eles seriam cobrados por algumas atitudes que têm ou pelo
que realizam em nome do sagrado, com a maior cara de pau. Afinal, todos
querem ser senhores de si mesmos, e quanto a isso, nada melhor do que uma
igreja que mergulha de cabeça aproveitando a falta de amor dos dias atuais.


Encaro o atual momento com dois versículos que Jesus falou: " Contudo
quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? Lc 18:8. Sim
porque o atual momento promove tudo, menos a fé singela e genuína do
passado. O segundo versículo também, de natureza escatológica é mencionado
também em Lucas "Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações
se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele
dia vos sobrevenha de improviso como um laço.", Lc 21:34. Jesus está
falando desse tipo de embriaguês espiritual, afinal, ele fala para crentes.

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Neucir Valentim é pastor titular da Primeira Igreja Evangélica e Congregacional de Niterói e diretor do Seminário Teológico Congregacional de Niterói.

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