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Meu DVD de mensagem!

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Leito maculado! Quando o casamento se torna um empecilho para a Obra de Deus


Muitos jovens vêm se mostrando arredios aos trabalhos na sua Igreja após contraírem matrimônio. Quem antes era atuante no ministério que o Senhor entregou passa a apresentar timidez no serviço do Mestre. Como compreender tal fenômeno à luz da Bíblia?


“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13.4).





O casamento é algo divino, mas esta relação deve nascer primeiro no coração de Deus para, em seguida, ser manifestada na vida do casal santo e sensível à Sua voz. Algumas correntes no meio evangélico tentam, erradamente, divinizar e abençoar toda e qualquer relação que surja – em geral, impuras e pecaminosas.

É verdade que o Senhor Jesus disse: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Marcos 10.9). Mas devemos tomar cuidado com um detalhe importantíssimo: nem todo casal foi unido por Deus. Talvez por isso haja uma média tão alta de divórcios no mundo, inclusive no meio evangélico.

É muito comum pegar essas palavras do Senhor Jesus e aplicá-las a todos os casamentos, indistintamente: casou, é porque Deus uniu! Isso não é verdade. O casamento segundo o coração do Pai, tem o seu inicio no relacionamento espiritual abençoado e encontra seu sustento e perenidade ao ser regado com uma vida de oração e total entrega do casal à vontade de Deus. Ao contrário do casamento segundo o coração do homem, que é oriundo de interesses egoístas diversos. Longe destes está a manifestação e o direcionamento divino.

Entretanto, o que fazer quando não há dúvidas de que a união do jovem casal foi abençoada por Deus em seu início, mas, depois, ambos esfriaram e abandonaram o ministério na Igreja? É possível que Deus possa continuar a abençoar o casal sem que haja engajamento em Sua Obra?


O que realmente importa

Infelizmente, muitos jovens vêm se mostrando arredios aos trabalhos na sua Igreja após contraírem matrimônio. Aqueles que antes eram atuantes, verdadeiras bênçãos no ministério que o Senhor lhes entregou – enriquecidos, inclusive, com dons espirituais –, passam a apresentar timidez no serviço do Mestre após o casamento, enterrando seus talentos. Seria esse o propósito de Deus em abençoar no início tal casamento? Ou simplesmente as coisas espirituais, outrora consideradas de suma importância, passaram a ser relegadas a segundo plano?
Veja a resposta bíblica: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

É sabido que as novas responsabilidades domésticas trazem sobre o jovem casal um peso inúmeras vezes maior que o assumido quando ainda eram solteiros. Cuidados com o sustento e a manutenção do lar devem receber a atenção devida para que a nova família possa desenvolver-se saudável e em harmonia. Contudo, a prioridade do casal deve continuar sendo o Reino de Deus. Todas as outras coisas – a louça por lavar, as compras do mês etc – serão acrescentadas no tempo certo pelo próprio Senhor.

Em Lucas 10.38-42, Jesus nos apresenta o que é prioritário: “Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Que bela passagem, não? Muitos casais passam a negligenciar os trabalhos da Igreja, deixando de sentar e ouvir a voz de Deus nos cultos à noite através da mensagem pregada pelo pastor, por mero capricho e ansiedade com os detalhes terrenos. São verdadeiras “Martas conjugais”. A verdade incontestável é que há tempo para tudo: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3.1).

O leito maculado

A passagem que usamos como epígrafe para esta reflexão – “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13.4) – nos revela uma verdade estarrecedora: muitos casais evangélicos, mesmo sem o saberem, apresentam mácula em seu casamento.

A palavra grega koite, que pode significar, de acordo com este contexto, “leito matrimonial”, é acompanhada da palavra amiantos, que significa “não manchado”, “não corrompido”, “puro”, “imaculado”; ou seja, livre daquilo pelo qual a sua natureza é deformada e depreciada, ou a sua força e vigor é debilitada.

Geralmente, o sentido desta expressão grega apresenta uma conotação sexual, referindo-se a relações ilícitas, à devassidão, lascívia e coisas do gênero. Mas não podemos esquecer que tudo o que corrompe a pureza do casamento, seja de que natureza for, torna o leito maculado, impuro.

Quando o casal deixa de se consagrar ao Senhor, abandonando o ministério na Igreja local, permitindo que as preocupações da vida minem sua fé e engajamento espirituais, torna-se um alvo fácil para quem deseja a desestrutura do lar. A força e o vigor do início do casamento vão se arrefecendo, fazendo com que o diabo encontre uma brecha por onde entrar para fazer a sua arruaça: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5.8).

A palavra “vigilantes” nos conclama a tomar cuidado para que, por causa de negligência e indolência, nenhuma calamidade destrutiva repentinamente nos surpreenda. Essa advertência deve ser estendida aos jovens casais que passaram a negligenciar os valores do Reino de Deus.

Jovens, eu vos escrevi...

Em 1 João 2.14 lemos: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno”.

Esta palavra do apóstolo João nos traz uma grande responsabilidade. A palavra grega ischuros designa alguém que tem um espírito forte para resistir aos ataques de Satanás, e desta fortaleza procedem muitas excelências. Reflete a imagem de uma pessoa de mente e propósitos firmes, segura do que quer na vida.

O jovem casal cristão precisa aprender a não se conformar com o mundo (Romanos 12.1,2), mas mostrar-se cada vez mais convicto de seu ministério na Igreja local. Sob pena de ver o seu leito matrimonial maculado pela ausência de Deus.

Paz e bênçãos!

Um comentário:

Dany on Line disse...

Fiquei feliz ao ler esse artigo, dificilmente as pessoas acreditam no que vc escreveu nele. Qualquer forma de generalização é passível de erros, inclusive quando se usa essa frase como um simples jargão: "Portanto, o que Deus uniu, não separe o homem".
Tenho visto diversas pessoas dizerem que Deus não se mete na nossa escolha na vida sentimental e que elas preferem escolher por suas próprias vontades, esquecendo que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Por isso, casam-se com pessoas erradas e passam a ter duas escolhas: ou carregam o pesado fardo de conviver com a pessoa errada para o resto da vida (fardo esse que não foi dado por Deus), ou passam pela traumática e dolorosa experiência do divórcio, que vem crescendo absurdamente, inclusive no meio cristão. Não teria sido melhor pensar antes?
Na minha opinião, é melhor que se faça uma escolha: querer a vontade de Deus sem medo, crendo que ela será boa, perfeita e agradável! É claro que temos que fazer a nossa parte, mas sempre pedindo que Ele sinalize a vontade dEle de alguma forma e que, acima de tudo, faça com que ela prevaleça. Deus é o Deus que fala, nós é que precisamos ter ouvidos sensíveis para ouvir a voz dEle. Não me recordo onde está escrito, mas me veio esse versículo na mente agora "Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer coisa; fazei tudo para a Glória de Deus"; então, que o casamento também seja para serviço e glória de Deus....
Essa é minha opinião!
Danielle Antunes

Editora Contextualizar

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