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Meu DVD de mensagem!

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Crítica a Joyce Meyer




Debbie Dewart

Uma crítica dos livros “Beleza Em Vez de Cinzas” e “Approval Addiction”

Joyce Meyer ficou muito popular através de suas pregações e dos vários livros que escreveu. Embora não seja psicóloga, seus textos freqüentemente fazem referência aos abusos que sofreu na infância, e seus ensinos são parecidos com a “sabedoria” psicológica popular sobre os efeitos do abuso infantil. Esta crítica faz a resenha de dois de seus livros: Beleza em vez de cinzas: Recebendo cura emocional (BC), 2006, e Approval Addiction: Overcoming Your Need to Please Everyone (AA) [O Vício da Aprovação: Superando sua necessidade de agradar todo mundo, em tradução livre; não editado no Brasil], 2005. Com certeza existe alguma verdade nesses livros, mas ela está tão terrivelmente emaranhada com erros de psicologia, que todo cuidado é pouco.

É muito importante enfatizar que o abuso de crianças é um pecado horrível e um problema real na nossa sociedade. Os cristãos precisam demonstrar sua compaixão, compreensão e esperança. O propósito desta crítica não é minimizar a ofensa sofrida ou a gravidade do problema, mas, sim, levar tanto o praticante quanto a vítima desse pecado a buscarem a Deus e à Sua Palavra, e a se afastarem das teorias e métodos falhos da psicoterapia moderna, que parecem ser úteis, mas mantêm as pessoas na escravidão.

A infância conturbada de Meyer serve de cenário para grande parte de seu ensino. Em Beleza Em Vez de Cinzas, Meyer ressalta os abusos que sofreu na infância e expressa sua crença de que muitas pessoas que parecem “íntegras” são, na verdade, extremamente perturbadas interiormente:

Existem muitas, muitas pessoas que parecem ser todas certinhas por fora, mas por dentro são um desastre. Esta era a minha situação antes de aprender que a principal preocupação do Senhor é a minha vida interior. Mateus 6.33 afirma que devemos buscar primeiro o reino (lembre-se, ele está dentro de você) e a sua justiça, e então essas outras coisas nos serão acrescentadas. Sofri abusos sexuais, físicos, verbais e emocionais desde quando consigo me lembrar até o dia em que finalmente saí de casa, aos dezoito anos.

Existe uma mentalidade de vítima que aflora em todos os textos dela.

Mentalidade de Vítima

Um dos problemas mais graves com a psicoterapia moderna, tanto a secular quanto a “cristã”, é a tendência de considerar os indivíduos como vítimas e não como pecadores. Esta mentalidade de vítima está presente em todos os textos de Meyer, como neste exemplo: “Tendo sido ferida e ainda não conhecendo o modo como Deus age, acabei magoando meus próprios filhos”.

O aspecto mais perturbador e antibíblico é esse suposto elo causal entre os abusos sofridos na infância (os pecados dos outros) e os pecados que o próprio indivíduo vem a cometer mais tarde, na vida adulta. Meyer faz afirmações radicais sobre essa relação causal:

Começar a vida enraizados num sentimento de rejeição é o mesmo que ter uma rachadura no alicerce da nossa casa (AA, p. 186).

Meu único sistema de referência era o modo como fui criada. Eu tinha raízes podres, doentes e, portanto, meus frutos eram maus (AA, p. 190).

Meyer propõe uma cadeia de causalidade que atinge uma geração após a outra:

Freqüentemente, pessoas problemáticas se casam com pessoas problemáticas. Depois de destruírem uma à outra, seus problemas são transferidos aos filhos, que por sua vez se transformam na próxima geração de pessoas problemáticas e atormentadas. Se retrocedermos o suficiente ao longo dessa cadeia causal, chegaremos a Adão e Eva, que não tinham pais terrenos a quem responsabilizar – mas tentaram botar a culpa em Deus.

A teoria de Meyer sobre a ira mostra muito bem a direção em que esse caminho nos leva. A Escritura tem muito a dizer sobre a ira pecaminosa (veja, por exemplo, Provérbios 15.1, Efésios 4.25-31, Colossenses 3.8, Gálatas 5.19-20), mas Meyer a atribui aos pecados de outras pessoas, e não ao coração da própria pessoa irada:

[...] quando examinamos a questão da raiva excessiva, verificamos que sua raiz geralmente está em problemas do passado (AA, p. 143).

Pessoas que foram feridas não ficam apenas com raiva, mas muitas vezes procuram também uma compensação pelas injustiças que sofreram (AA, p. 147).

Seguindo o raciocínio de Meyer, chegamos à conclusão de que quando uma pessoa irada procura vingança, a culpa, na verdade, é de uma outra pessoa. Rebelião, pobreza, “vício em aprovação”, incapacidade de manter bons relacionamentos, sentimentos de rejeição, auto-imagem ruim, vergonha internalizada, mas também realizações positivas, supostamente têm origem no que outras pessoas fizeram no passado:

A raiz da rebelião freqüentemente é a rejeição. Pessoas rebeldes passaram pelo sofrimento de serem rejeitadas. Essas pessoas são agressivas, e sua agressividade é uma raiva interna que se manifesta como rebeldia (AA, p. 197).

A causa principal do vício em aprovação é geralmente uma ferida emocional (AA, p. 106).

Pessoas que sofreram abusos, que foram rejeitadas ou abandonadas, geralmente são inseguras [...] esses indivíduos são dominados por sentimentos de vergonha e culpa, e têm uma auto-imagem muito ruim (BC).

Uma vez, ouvi dizer que 75 por cento de todos os líderes mundiais sofreram abusos e experimentaram uma forte rejeição. Quando ouvi essa estatística, fiquei assombrada. Mas isso acontece simplesmente porque os indivíduos que sofreram abusos e rejeições se esforçam mais do que a maioria das pessoas para realizar alguma coisa importante, para serem aceitos (AA, p. 198).

Como Meyer pode ter certeza de que os que foram ofendidos, mas conseguiram realizar algo importante, fizeram isso para serem aceitos pelos outros? Como ela explicaria os pecados dos que não sofreram abusos graves, dos que cresceram em lares crentes, mas se desviaram? E quanto às pessoas que realizam grandes feitos, mas não foram vítimas de abusos na infância? Onde se encaixa a responsabilidade pessoal pelo pecado neste quadro em que tantos problemas da vida são atribuídos aos pecados de terceiros?

Cura das Memórias

Esse foco nos pecados que outras pessoas cometeram no passado geralmente leva a uma ênfase na recordação desses pecados e no “tratamento” dessas lembranças:

Essas pessoas [que estão sendo curadas dos abusos] precisam sair de seu estado de negação e encarar a verdade. Pode haver coisas que elas esqueceram porque eram dolorosas demais, coisas que terão que ser recordadas e enfrentadas durante o processo de cura (BC).

Um versículo bíblico é usado fora de contexto para dar apoio a essa tese:

Pessoalmente, sempre achei que o colapso emocional de minha mãe foi o resultado dos anos de abuso que ela havia sofrido e do fato de ela se recusar a enfrentar e lidar com a verdade. Lembre-se de que, em João 8.32, nosso Senhor nos disse: “e conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (BC).

Essa passagem de João é citada freqüentemente por psicólogos para justificar o tema da cura das memórias, mas a verdade, no contexto desse versículo, é o evangelho, não os fatos sobre abusos passados. Não existe nenhum lugar na Escritura que nos mande relembrar, trazer à tona ou repetir os pecados cometidos contra nós no passado para que nosso processo de santificação possa avançar.

Necessidades Não-Satisfeitas

A mentalidade de vítima também tende a enfatizar as necessidades individuais não-satisfeitas, em vez do serviço a Deus e ao próximo. Como muitos outros, Meyer alega que Deus pode preencher o vazio e satisfazer essas necessidades:

[...] se enquanto você estava crescendo não recebeu tudo o que precisava para ficar forte e saudável, Jesus terá prazer em lhe dar tudo isso agora (BC, citando Efésios 3.17, Colossenses 2.7, João 15.5).

Será que Deus supre as nossas necessidades? Claro que sim! Devemos pedir-Lhe que supra nossas necessidades legítimas, segundo Suas riquezas? Sim! Entretanto, o problema está na definição dessas necessidades quando o foco é colocado no eu – aceitação, aprovação e prazer – em vez de, por exemplo, ousadia para pregar o evangelho ou recursos para servir a Deus. Além disso, Meyer (e outros) critica os que põem suas próprias necessidades em segundo plano para servir aos outros: “Pessoas que querem agradar os outros costumam abrir mão de suas próprias necessidades legítimas regularmente, e com muita facilidade” (AA).

Negligenciar necessidades realmente legítimas (por exemplo, a saúde ou o sono) para atender a propósitos ímpios de outras pessoas e obter sua aprovação pode ser um problema. No entanto, a Bíblia nos diz que devemos colocar Deus e os outros acima de nós mesmos, às vezes deixando de lado nossas próprias necessidades e desejos, por amor ao reino de Deus. Ao longo da história (e ainda hoje), houve mártires que sacrificaram a própria vida pela fé cristã. Qual seria a reação desses santos diante do ensino psicológico de que suas “necessidades” pessoais de aceitação, aprovação e prazer são mais importantes que o evangelho?

Conclusão

Joyce Meyer tornou-se uma escritora e pregadora extremamente popular, com uma longa lista de livros publicados. Essa breve resenha de dois de seus livros (publicados com um intervalo de 11 anos) mostra que os leitores não devem presumir que Joyce Meyer é tão “ungida” ao ponto de seus ensinamentos serem infalíveis. Ao contrário, muito do que ela diz é uma repetição da psicologia popular que hoje enche as prateleiras das livrarias seculares e cristãs. (Debbie Dewart, PsychoHeresy Awareness Letter - http://www.chamada.com.br)

Debbie Dewart é advogada. Ela mantém o site www.christiandiscernment.com, que oferece material esclarecedor sobre o conflito entre os ensinos bíblicos e as teorias/os métodos da psicologia moderna.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, junho de 2008.

Fonte: www.cacp.org.br

6 comentários:

Eleitos e Fieis disse...

Eu não concordo cm a mentalidade de quem escreveu essa crítica a Joyce Meyer. Claro, não devemos justificar os nossos erros, mas devemos enxergar a raiz do problema! Existem muitos casos como por exemplo, o do homosexualismo que é um problema de raiz do passado. Não justificando o pecado deles, mas mostrando aonde, ou em que porta o demonio de homesexualismo entrou. E isso ja não é usado por "psicologos modernos". O problema é, erros que cometemos, nem sempre tem algo haver com problemas do passado?? Claro que sim, e não somente em areas que demonios atuam, mas também em atitudes que cometemos, muitas vezes até mesmo sem percebemos cometemos sim erros, principalmente no caso dela... Bom pelo que eu vi, ela não se justificava, ela demosntrava o porque era assim. Quantas crianças, são agressivas porque não receberam demosntração de afeto e carinho, mas sim apenas tapas NA HORA ERRADA, ou até mesmo palavras de agressão, e crescem assim. E no caso da Joyce Meyer, ela foi totalmente abusada!

Lizandro disse...

Não concordo com quem escreveu esta crítica, pois suas bases são frágeis e não convencem. Não vejo nas mensagens de Joyce Meyer a necessidade de culpar alguém, pois não existem culpados, mas pessoas doentes causando feridas em outras pessoas. Este círculo vicioso é quebrado com a salvação e o nascer de novo, o qual acontece todos os dias no Espírito. Você critica o que não entende, por isso tuas palavras são superficiais, sem profundidade alguma. Entendo seu medo de responsabilizarmos alguém por nossos erros, mas não é essa idéia que recebemos ao ver o trabalho de Joyce, mas sim em assumirmos nossa responsabilidade frente as feridas recebidas ao longo de nssas vidas. Em Isaias 61.1 Deus fala que Jesus viria ao mundo pra curar os quebrantados de coração. Um abraço.

Nara disse...

Boa tarde, eu realmente não concordo com essa critica. Passei depressão fiz tratamento psicologico e nada resolveu mas fui curada apos ler o livro Beleza em vez de cinzas. Eu tenho lido diversos livros da Joyce Meyer conheço a obra que Deus faz atraves dela, esse é o erro das pessoas que criticam dificilmente elas conhecem quem elas estão criticando. A Joyce Meyer todos sabe quem é agora quanto a você ninguém sabe quem é e nem porque esta dizendo essas mentiras, o fato é que ninguém melhor do que alguém que passou por isso para saber, ninguém sabe quanto dói um trauma ou uma ferida emocional senão a pessoa que passou ou passa por isso. Então eu sugiro que cale a sua boca, lembre voce não é obrigado a plantar, mas uma vez que plantou é obrigado a colher.

maria disse...

Nada a ver, os livros são ótimos, apregação dela também. Definitivamente não concordo com essa crítica.

Kálita Santos disse...

Olá, seu post é muito bom, escreve muito bem… Parabéns! Gostaria de falar um pouco sobre meu ponto de vista em relação ao post e sobre o que acho da Joyce. Bom, primeiro; Conheço muitos pregadores evangélicos e posso afirmar que a maioria deles expõem muito de suas vidas, histórias e experiências pessoais nas pregações... eles querem convencer as pessoas de que o que estão dizendo é verdadeiro e para fazer isso eles dão os testemunhos. Essa é a maneira mais objetiva possível de provar as pessoas... Segundo ; Joyce antes de ser uma grande escritora e missionária da Palavra de Deus ela é um ser humano e conta sua história de vida de dentro de sua própria perspectiva (hipócrita aquele que disser que não age assim também, pois todos nós somos assim) Ela nunca disse ser dona da verdade, ou que tudo que diz é soberanamente certo, simplesmente fala sobre sua vida e da conselhos as pessoas. Alem do mais, creio que todos que assistem ela e acompanham seu trabalho sabem que ela fala exatamente como foi a vida dela e como as coisas aconteciam de acordo com determinada atitude dela. Ela sempre em suas pregações (já assisti muitas) diz que Deus a transformou e que CADA UM DE NÓS DEVEMOS PROCURAR A VERDADE DENTRO DE NÓS MESMOS, QUE DEUS QUER DA GENTE. As pessoas assistem ela pois veem que existe seriedade no que fala, e , sentem muitas semelhanças em suas vidas e como as coisas acontecem… Ela nunca disse que todos são como ela. Também não acho que ela se faça de vítima, ela sabe que foi e fala abertamente sobre isso. Se você tivesse na situação dela agiria como? Não sabe, pois cada pessoa é única e reage de alguma forma. Todos os escritores escrevem em seus livros o que eles querem, da maneira deles, não existe certo ou errado… E nem todo os livros tem que seguir a psicologia ao pé da letra…

Só quis participar do post e dar minhas opiniões. Mais uma vez, parabéns pelo seu blog! Sucesso, Deus te abençoe!

Rosania de Jesus Silva disse...

Eu li a matéria r os comentários e acredito que as mensagens de Joyce são recebidas de várias formas, cada um se agarra naquilo que lhe é útil.
Acredito que a maioria só quer melhorar seu relacionamento vom o próximo. Se a suas escolhas te faz uma pessoa melhor, continue assim. Jesus te ama.

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