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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Os falsos profetas no Antigo Testamento



Este post contém alguns trabalhos de meus alunos do Seminário Teológico Congregacional de Niterói.


OS FALSOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO

Por Rosemere Baptista do Nascimento

O profeta do Antigo Testamento era o agente de Deus para transmitir a Sua vontade ao povo. Ele deveria ter uma comunhão perfeita com o Senhor a fim de poder apreender a Sua mensagem, decodificá-la com eficácia e entregá-la com clareza. Era mais do que simplesmente uma liderança, mas alguém cheio do Espírito de Deus. Pelo fato do Espírito e a Palavra de Deus estarem nele, possuía características marcantes: conhecimentos divinamente revelados no tocante às pessoas, aos eventos e à verdade redentora; eram eficientes ao levar a vontade de Deus ao povo mediante instrução, correção e advertência; eram usados para pronunciarem o juízo de Deus antes de este ser desferido; tinham poderes divinamente outorgados; lutavam pelo cumprimento da vontade divina, sem levar em conta os riscos pessoais. O profeta tinha um estreito relacionamento com Deus: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7). Possuíam uma grande sensibilidade diante do mal e do pecado. Sua vida não era tão simples. Muitos eram solitários e em alguns casos, perseguidos pelos falsos profetas que prediziam paz, prosperidade e segurança para o povo que se achava em pecado diante de Deus: “Tu, ó Senhor, o sabes; lembra-te de mim, e visita-me, e vinga-me dos meus perseguidores; não me arrebates por tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho sofrido afronta” (Jeremias 15:15).

Com todo o peso desta responsabilidade, percebemos o quão árdua era a tarefa de profetizar em nome do Senhor. E sendo esta uma obra tão difícil, muitos que se apresentavam como profetas de Deus, na verdade, não passavam de falsos profetas. Estudando a vida destes verdadeiros servos do Senhor (Jeremias, Ezequiel, Amós, Sofonias e tantos outros), observamos homens verdadeiramente comprometidos com Deus; logo, fica mais claro entendermos o outro lado da questão. Observamos o compromisso que os profetas autênticos tinham com o chamado de Deus que possuíam em suas vidas e compreendemos porque os falsos profetas eram homens totalmente longe dos propósitos de Deus. Se observarmos Jeremias 23:21-22: “Não mandei esses profetas, contudo eles foram correndo; não lhes falei, contudo eles profetizaram. Mas, se estivessem estado no meu conselho, então teriam feito o meu povo ouvir as minhas palavras, e o teriam feito voltar do seu mau caminho, e da maldade das suas ações”; fica claro a exigência básica para ser um profeta do Senhor: “Estar no conselho do Senhor”. A linha divisória entre os verdadeiros e os falsos profetas está justamente no fato de os primeiros terem sido chamados pelo Senhor e, por conseguinte, falarem somente aquilo que lhes foi ordenado, fato que não acontecia com o segundo grupo.

Os profetas de Deus conseguiam enxergar as coisas de Deus com a visão espiritual necessária. O que poderia parecer mero descuido da Lei para o homem comum, era visto como um horrendo desastre pelo profeta, tal sua sensibilidade diante do pecado. O profeta ouvia a voz de Deus claramente, pois era conseqüência de um estreito relacionamento com o Altíssimo; sendo assim, ele compreendia melhor do que ninguém os propósitos de Deus para o povo com quem tinha um pacto.

Os profetas exerciam papel importante na História de Israel. Eram considerados conselheiros dos reis e os dissuadiam de fazer alianças com povos estrangeiros (pois estes levavam facilmente o povo à idolatria). Além disso, censuravam as injustiças e os abusos cometidos na corte ou pelo povo; reprimiam a idolatria e os falsos cultos que se infiltravam no dia-a-dia da população israelita.

Ao contrário destes, encontramos também na Bíblia, homens totalmente contrários à vontade do Senhor, fazendo coisas em nome de Deus, como se assim tivessem sido chamados. Os falsos profetas eram a causa de muitas das desgraças que assolavam a nação de Israel e suas próprias vidas. Outros serviam de desculpas para os pagãos não se converterem. Seu erro básico era não falar segundo a vontade de Deus, e ainda, falar em nome de Deus aquilo que lhes ocorria à mente. A sua pregação não atacava a idolatria e a injustiça, omissão esta que levou Jerusalém à destruição “Os teus profetas viram para ti, vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão” (Lamentações 2:14).

No livro do profeta Jeremias, encontramos algumas características desses falsos profetas (idólatras, profanos, imorais). Além disso:

• Diziam ter sido enviados por Deus, embora falassem a sua própria palavra. Como não tinham mensagem da parte de Deus, em alguns casos, furtavam as palavras dos profetas autênticos: “Eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor, que usam sua própria linguagem, e dizem: Ele disse” (Jeremias 23:31).

• Diziam ter visões e sonhos da parte de Deus, mas eram frutos do seu próprio coração: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor” (Jeremias 23:16).

O profeta Jeremias também nos apresenta algumas conseqüências das falsas profecias. Esses falsos enganos levavam o povo a:

• Errar e a esquecer de Deus: “Nos profetas de Samaria bem vi loucura; profetizavam da parte de Baal, e faziam errar o meu povo Israel” (Jeremias 23:13).

• Idolatria e ao pecado: “Mas nos profetas de Jerusalém vejo uma coisa horrenda: cometem adultérios, e andam com falsidade, e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam da sua maldade; eles têm-se tornado para mim como Sodoma, e os seus moradores como Gomorra” (Jeremias 23:14).

• Esquecer as advertências de Deus: “Porque não os enviei, diz o Senhor, e profetizam falsamente em meu nome; para que eu vos lance fora, e pereçais, vós e os profetas que vos profetizam” (Jeremias 27:15).

No livro de Deuteronômio, o Senhor já havia advertido sobre os falsos profetas. Seria assim considerado aquele que: desviasse as pessoas do Deus verdadeiro para alguma forma de idolatria e contrariasse as Escrituras com suas “profecias” (Deuteronômio 13:1-5); ou predissesse coisas específicas que não se cumprissem (Deuteronômio 18:20-22).

Os falsos profetas não denunciavam os pecados do povo (Jeremias 23:9-18) ou “profetizavam” segundo a vontade das pessoas: “Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos” (Isaías 30:10). O interessante nesse versículo de Isaías é que existe uma conexão com os dias atuais, onde vemos em muitos lugares, pessoas que se dizem “pregadores da Palavra de Deus” e que estão mais preocupadas em pregar o que é agradável, o que é bom aos ouvidos; do que verdadeiramente as Escrituras que muitas vezes denunciam o pecado, exortam, chamam ao arrependimento. Os profetas fiéis no Antigo Testamento, eram acusados muitas vezes de pessimismo, falta de patriotismo, por parte daqueles que preferiam e proferiam “coisas aprazíveis”. Hoje em dia, encontramos templos cheios quando a mensagem traz apenas consolação, esperança, alegria, prosperidade financeira, palavra de vitória ou sucesso.

Os falsos profetas buscavam sempre agradar o povo e os reis, mentindo e escondendo a Palavra de Deus, colocando seus sonhos e visões em primeiro lugar. No livro do profeta Sofonias, são considerados levianos e traiçoeiros: “Os seus profetas são levianos, homens aleivosos; os seus sacerdotes profanaram o santuário, e fizeram violência à lei” (Sofonias 3:4). De igual forma, encontramos qualidades negativas para tais profetas no livro do profeta Miquéias, onde são considerados cobiçosos e mentirosos: “Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá” (Miquéias 3:11).

Qual era a mensagem desses falsos profetas? O que eles “profetizavam”?

• Mentiras em nome do Senhor: “E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam” (Jeremias 14:14);

• Palavras em nome de deuses falsos, ídolos: “Nos profetas de Samaria bem vi loucura; profetizavam da parte de Baal, e faziam errar o meu povo Israel” (Jeremias 23:13);

• Uma falsa paz: “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz” (Jeremias 6:14);

• “Profecias” do seu próprio coração, segundo suas vontades: “Até quando sucederá isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que só profetizam do engano do seu coração?” (Jeremias 23:26); e “Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram!” (Ezequiel 13:3).


CONCLUSÃO

A mensagem profética é muito atual. Os profetas eram homens totalmente dedicados a Deus. Detestavam o meio compromisso, a entrega parcial a Deus. A fidelidade ao Senhor deveria ser total. Isso implicava em esforçar-se para levar o povo a uma completa submissão a Deus. Os profetas não aceitavam uma sociedade injusta, mas lutavam pela manutenção dos princípios do pacto do Sinai e por eles davam a vida. Condenavam especialmente a opressão social, ou seja, não admitiam que os mais ricos explorassem os que nada tinham. Também pregavam contra a bajulação aos abastados, usada para conseguir qualquer favor. Por esses posicionamentos, vemos que o povo de Deus tinha e tem de ser comprometido com o seu Deus e não com o homem.

Hoje, mesmo com todo o material de estudo que possuímos, percebemos que existe falta de interesse muito grande por parte das pessoas em aprofundar seu conhecimento bíblico. Percebemos que muitos “profetas” do nosso século têm caído no mesmo erro dos falsos profetas do passado. Muitos têm pregado apenas paz, prosperidade, alegria, sucesso, riqueza; deixando de lado a mensagem genuína do Evangelho: arrependimento, perdão, cruz, amor, Jesus como Salvador e Senhor e não como Mordomo. Não querem denunciar o pecado, a injustiça; pois querem encher igrejas com pregações atrativas, doces aos ouvidos. Sendo assim, sem um conhecimento bíblico profundo, as pessoas continuam se deixando levar pelo que é “aprazível” de se ouvir. Esquecem que da mesma forma que Deus agiu com justiça e retidão para com os falsos profetas há milhares de anos, não deixará que Sua Palavra seja pregada e vivida de forma distorcida nos nossos dias.


BIBLIOGRAFIA

Bíblia Shedd/editor responsável Russell P. Shedd. 2 ed.rev. e atualizada no Brasil. São Paulo: Vida Nova, 1997.


WEBLIOGRAFIA

http://www.oapocalipse.com/home/estudos/cristao_profeta_no_antigo_testamento.html em 16/04/2009.

http://pregacoesfn.wordpress.com/2009/03/15/543/ em 18/04/2009.

http://www.veritatis.com.br/article/4984 em 18/04/2009.

http://www.iprb.org.br/estudos_biblicos/estudos_1-50/est01.htm em 23/04/2009.

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Rosemere Baptista do Nascimento é seminarista.

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Os falsos profetas no Antigo Testamento

Por Rogério Fernandes

Introdução

Abordaremos nesta pesquisa a questão dos falsos profetas no antigo testamento, discutiremos a controvérsia quanto à origem etimológica e conceitual palavra profeta, abordaremos também no novo testamento e nos dias atuais a existência de pessoas que se auto-intitulam ‘’profetas’’ e ‘’pastores, ’’ e com isso veremos a importância de conhecermos bem essa questão para que possamos orientar as demais pessoas a não viverem na ignorância quando a palavra de Deus, pois é a mesma que nos informa da existência de falsos profetas no passado e nos orienta quando a existência no presente e no futuro.

Definição etimológica

Em grande parte dos livros a definição etimológica para profeta é nabi, que significa anunciador, declarador. O dicionário internacional de teologia do antigo testamento nos diz que a derivação de nabi é assunto controverso. O antigo lexicon de Gesenius (editado por Tregelles), por exemplo, faz este substantivo derivar do verbo naba, onde o ayin foi abrandado para Aleph, verbo este que significa ‘’borbulhar’’, ‘’ferver e derramar’’ e, por conseguinte ‘’extravasar palavras’’, como aqueles que falam com a mente fervorosa ou sob inspiração divina como os profetas.

No momento são quatro os pontos de vistas sobre a derivação da palavra:

* Derivação de uma raiz Árabe naba ‘’anunciador’’, daí porta-voz.

* Derivação de uma raiz Hebraica naba forma abrandada ‘’borbulhar’’, por conseguinte extravasar palavras

* Derivação de uma raiz acadiana nabû, ‘’chamar’’, por esta razão ‘’aquele que é chamado por Deus’’.

* Derivação de uma raiz semítica desconhecida. Freeman analisa da seguinte forma:
A idéia essencial da palavra é de porta-voz autorizado ou oficial. Os interpretes têm descoberto a idéia básica não na etimologia, que se perdeu nas brunas da antiguidade, mas no uso geral em três textos clássicos do Pentateuco.


Definição conceitual

*O primeiro texto clássico segue-se à última das famosas objeções que Moisés levanta para não ser o porta-voz nomeado por Deus junto aos filhos de Israel e a faraó (Êxodo6: 28-30 e7: 1,2); portanto qualquer que seja a origem, um nabi é alguém AUTORIZADO a falar em nome de outrem, pois Arão, falando em lugar de Moisés a faraó, é o nabi de Moisés.

*O segundo texto clássico vem logo após a um incidente em que Arão e Miriã se atreveram a tomar o lugar de Moisés como mediador da revelação divina (números 12:4-8); o que fica sem ser dito, mas que é pressuposto e claramente afirmado em outras passagens (Jeremias 23); é que nabi de verdade poderia ser porta-voz divino somente se Deus lhe tivesse verdadeiramente dado uma mensagem (ainda que de forma obscura) para anunciar.

* O terceiro texto ocorre logo antes da morte do grande legislador. Tendo vista o fim das comunicações ‘’face a face’’ de Deus através de Moisés, houve um anuncio formal da existência do oficio de nabi de uma forma continua. (Deuteronômio 18: 9-22).

Pode parecer um exagero uma definição tão grande; mas a verdade é que, se não tivermos uma idéia bem definida quanto ao que é ser um profeta, nunca teremos a verdadeira compreensão da “revolta” de Deus contra os falsos profetas, sendo institucionalizado em (Deuteronômio 13:1, 2 e 5); a morte dos mesmos pelo próprio Deus.

Vemos em (Êxodo 6: 28-30 e 7:1,2) um exemplo direto do que é ser um profeta. Um nabi é alguém autorizado a falar em nome de outrem. Como Deus poderia agir com aqueles que se auto-intitulavam profetas, ou seja, uma pessoa que havia recebido a AUTORIZAÇÃO para falar em nome de Deus, sem na verdade ter recebido? Deus usava os profetas para dar direção ao povo; como ele poderia permitir a existência de falsos profetas no meio do seu povo os desviando dos caminhos que ele mesmo os instruía sem uma devida ‘’recompensa’’ pelos seus atos? Para os falsos porta-vozes (profetas); se a profecia fosse acompanhada da sugestão de servir outros deuses só lhe restava à morte (Deuteronômio 13:5); como conseqüência de sua ousada e absurda insensatez na inversão de papéis, pois quem coloca palavras na boca é Deus em seus profetas, e não os falsos profetas colocarem palavras na boca de Deus.

As palavras do verdadeiro profeta estavam muito acima de qualquer desafio ou questionamento

Não encontramos no AT qualquer exemplo de situação na a profecia de alguém fosse reconhecidamente verdadeiro profeta tenha sido “avaliada” ou “peneirada” de modo que o bem pudesse ser separado do mal ou o verdadeiro do falso.

Isso significa que, quando o profeta falava em nome do Senhor, se uma única profecia não se realizasse, ele era considerado falso profeta (Deuteronômio 18: 22).

Naturalmente isso não quer dizer que o verdadeiro profeta não pudesse apostatar (I Reis 13: 11 - 18).

O reconhecimento dos falsos profetas

Os falsos profetas eram conhecidos tanto pela defesa de outros deuses quanto fracasso de suas predições (Deuteronômio 13:2, 3,5; 18: 22). Esses falsos profetas poderiam até mesmo realizar algum sinal ou prodígio, mas a falsa doutrina revelava sua verdadeira natureza. Ao permitir que os falsos profetas existissem em Israel, o Senhor “testava” seu povo, para ver se o ama de todo coração e de toda alma (Deuteronômio 13:3).

Parece que sempre houve falsos profetas ao lado dos verdadeiros, na verdade, como vimos em Deuteronômio, Deus permitiu a existência de falsos profetas com o objetivo de testar o coração do seu povo (Deuteronômio 13:3). Contudo, Deus também deu orientações para ajudar o povo, a saber, quem era quem. Os falsos profetas profetizavam em busca de ganho pessoal (MQ 3:5, 11) e diziam somente o que o povo queria ouvir (I Reis 22:5 – 13; Jeremias 5: 31); suas predições não se tornavam verdade (I Reis 22: 12,18,34,35 e Deuteronômio 18:22); seus “sinais miraculosos”eram inferiores ou simplesmente não existiam ( I Reis 18:25 – 29 e Deuteronômio 13:1,2) e, acima de tudo, eles encorajavam as pessoas a servir a outros deuses ( Jeremias 23:13).

Deus repetidamente advertiu seu povo de que Ele não envia aqueles falsos profetas e que, portanto, eles não tinham nenhuma mensagem vinda do Senhor. Na verdade, esta é a definição de falso profeta: alguém que não recebeu uma mensagem de Deus, mas simplesmente profetiza por si mesmo (Neemias 6: 12; Jeremias 14:14 e 15; 23:16-40; 27:15;29:9; Ezequiel 13:2,3;22:28;Deuteronômio 18:20)

Textos que identificam a existência de falsos profetas no antigo testamento e suas ações.

<< Deuteronômio 13: 1 e 2 >> nos relatam o ‘’poder’’ do falso profeta de realizar sinais e prodígios;

<< Isaías 9: 15 >> o profeta que ensina mentiras;

<< Isaías28: 7 >> profetas que por causa da bebida forte desencaminham-se e erram na visão, e tropeção no juízo;

<< Jeremias 2: 8 >> profetas que profetizam por baal e andam em caminhos que é de nenhum proveito;

<< Jeremias 6: 13 e 14 >> profetas que procede perfidamente e profetizam paz quando não a paz;

<< Jeremias 8: 10 >> profetas que usam de falsidade;

<< Jeremias 23: 9-40 >> profetas profanos; insensatos; que comentem adultérios; andam em falsidade, fortalece as mãos dos mal feitores; que ensinam vaidades, falam da visão do seu coração, não da boca do senhor; profetas que profetizam falsa paz, e a todos que andam na teimosia do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós; profetas que Deus não enviou, contudo foram correndo, Deus não lhes falou, todavia eles profetizaram; profetas que profetizam mentiras em nome de Deus e do engano do seu próprio coração; profetas que cuidam em fazer com que o nome de Deus seja esquecido no meio do povo pelos seus sonhos; profetas que furtam as palavras do Senhor; profetas que usam sua própria linguagem, e dizem: Ele disse.

<< Lamentações 2: 14 >> profetas que vê visões falsas e insensatas;

<< Lamentações 4: 13 >> profetas que comentem pecados;

<< Ezequiel 13: 1- 16 >> profetas que só profetizam o que vê o seu coração; que seguem o seu próprio espírito e que nada viram; profetas que são como raposas no deserto; profetas que desviaram o povo de Deus, paz, e não há paz.

<> profetas que devoram vidas humanas, tomam tesouros e coisas
preciosas.

<< Ezequiel 22: 28 >>profetas que tem visões falsas, e adivinhão mentira dizendo: assim diz o Senhor, sem que o senhor o tivesse falado.

<< Oséias 4: 5 >> profetas que tropeçam.

<< Oséias 9: 7 >> profetas insensatos.

<< Miquéias 3: 5 >> profetas que fazem errar o meu povo.

<< Miquéias 3: 11 >> profetas que adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não esta o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.

* Não posso deixar de fazer menção das falsas profetisas que são citadas no livro do profeta Ezequiel 13: 17-23 que praticavam os mesmos erros que os falsos profetas.

Visão Neo-Testamentaria dos falsos profetas

Levando em consideração o grande problema dos falsos profetas no antigo testamento, o Apóstolo Pedro faz um paralelo em sua segunda epístola no capítulo 2:1 – 3 com os falsos mestres que contam “histórias que inventaram” e trazem heresias destruidoras para a igreja e que Farão negócio de seus ouvintes. (Confirmar Miquéias 3: 11... Profetas que adivinham por dinheiro...); Em Mateus 24 no sermão profético o próprio Jesus nos orienta a ter cuidado com os falsos cristos que surgirão nos últimos dias versículo 5; no versículo 24, Jesus retoma a questão do falso cristo, e acrescenta o falso profeta também como sinal do fim dos tempos. Jesus disse: Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Confir Deuteronômio 13: 1 e 2; os sinais e prodígios servem neste caso, como identificação do falso profeta e do fim dos tempos e não como prova de que os tais são servos de Deus pelo fato de realizarem ‘’milagres’’.

Contemporanizando a questão dos falsos profetas

Quanto à curiosa pergunta dos discípulos a Jesus sobre os sinais da sua segunda vinda e do fim dos tempos. Jesus lhes responde: “acautelai-vos que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: eu sou o Cristo; e a muitos enganarão”. Se substituirmos a palavra Cristo por ungido que é o que ela significa no grego, perceberemos que é a estratégia que as falsas instituições religiosas usam para dar autenticidade quanto a serem instituições estabelecidas por Deus.

Temos o caso do Hinri cristo, ninguém crer realmente que ele seja o Cristo. Até mesmo o seu minúsculo grupo de seguidores eu ponho em dúvida, não somente eles, mas o próprio Hinri. Parece que já existe nas pessoas, uma imunidade quanto a esses impostores que se auto-intitulam o Cristo. Agora se o Cristo (as falsas instituições) vier na forma de “o ungido de Deus” enganará a muitos. Pois é exatamente está estratégia que muitos falsos pastores, bispos e apóstolos usam para enganar a muitos, pois reivindicam a unção de Deus na vida deles para dar veracidade às suas práticas religiosas; principalmente quanto às curas que eles realizam. Se não tivéssemos a Palavra de Deus para nos orientar, poderíamos até cair nesta cilada do diabo. A bíblia nos ensina já no Pentateuco (Deuteronômio 13:1,2) ainda que aja sinais e prodígios isto não é a certeza absoluta que quem os fazem, fazem pela autoridade e orientação genuína do nosso Senhor Jesus Cristo.Confirmar com Mateus 7:15 que diz: guarda-vos dos falsos profetas que, vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

Conclusão

No Antigo Testamento existiam os falsos profetas (Ezequiel 22: 28). No Novo Testamento falsos mestres e falsos profetas (II Timóteo 4: 3) e (Mateus 7: 15). Hoje temos falsos pastores, bispos e apóstolos, e porque não dizer falsos discípulos (II Timóteo 4:3 – 4) que ajuntaram para si mestres segundo os seus próprios desejos. Na epistola de Tiago 1: 14 diz que: cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (desejo exagerado); nesse desejo exagerado de conquistar as riquezas deste mundo, muitas pessoas procuram ‘’instituições’’ e ‘’pastores’’ que pregam o que elas querem ouvir, como conseqüência do seu engodo os falsos profetas (pastores) devoram as suas vidas tomam tesouros e coisas preciosas e fazem delas o seu negócio (Ezequiel 22: 25) e (II Pedro 2: 1-3); concluo este trabalho com um sentimento de súplica a Deus, para que possa suprir seus verdadeiros servos de sabedoria e discernimento na identificação dos falsos profetas, pastores e mestres.

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Rogério Domingues Fernandes é seminarista.

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FALSOS PROFETAS

Por Tersius Muniz

O Antigo Testamento via os falsos profetas com grande severidade. Descobertos, deveriam sofrer a pena capital (Deut. 13: 1-4). Algumas vezes, na história de Israel, os profetas falsos tomavam conta da cena, temporariamente. A adoração pagã foi ativamente promovida durante o reinado de Acabe. Oitocentos profetas falsos promoviam o culto pagão, mormente a adoração a Baal e a Asera (I Reis. 18-20). Profetas mentirosos diziam aos reis de Israel o que eles queriam ouvir, e não a verdade (I Reis. 22: 6-23). Os verdadeiros profetas denunciavam os profetas falsos, juntamente com suas supostas visões (Jer. 29: 21-23).

LIVRO DEUTERONÔMIO
- No texto hebraico o capitulo 13 começa com 12: 32, que oferece uma introdução adequada para o caso do falso profeta. Quatro casos de rebelião contra o senhorio de Javé são tratados em deuteronômio; três no capitulo 13 e um em 17: 2-7. Tais casos são apresentados em forma casuística, “se...então...”.
13: 1-5. - O falso profeta. O problema aqui apresentado era bem delicado. Era crença corrente que os profetas tinham o dom de interpretar sonhos e feitos milagrosos. O que, entretanto, deveria Israel fazer se, mesmo possuindo trais dons, um individuo solicitasse à nação o ser infiel a Javé? A resposta era simples; o povo deveria se recusar a dar ouvidos a tais profetas e deveriam matá-los.
1, 2. -Nem todo sonho e visão era uma fonte de revelação divina, embora ocasionalmente Deus pudesse e usasse ambos (Gn. 20-3; 31: 11; Nm 12: 6). Mas uma vez, embora o verdadeiro profeta tivesse o poder de realizar milagres (sinais e maravilhas), outras pessoas também exerciam poderes similares (Êx. 7: 10-12). O individuo que possuísse tais dons não poderia ser um profeta de Javé se buscasse destruir a lealdade do povo de Javé. A aliança era irrevogável. Por isso, qualquer profeta que advogasse adoração e serviço a outros deuses era um falso profeta e porque pregou rebeldia contra Javé, deveria ser morto.
3-5. - Ao se confrontar com profetas traiçoeiros, Israel deveria seguir três linhas de ação: a- Não deveria ouvir. O povo poderia reconhecer, na tentativa do profeta de desviá-los de sua lealdade, um teste para a mesma. É claro que o propósito de Deus não seria destruir Sua própria soberania. Daí que, embora Ele permitisse aos falsos profetas o uso de dons proféticos, a prostituição que deste aquele faziam constituía para Israel um teste de seu amor para com Javé. Se realmente O amasse de todo o seu coração e de toda a sua alma, nada os persuadiriam a abandoná-Lo. b) Confrontado com tal teste, Israel deveria continuar a andar após Javé, a temê-LO, a guardar Seus Mandamentos, a obedecê-LO e a apegar-se a Ele. c) O falso profeta deveria ser morto, pois estimulara rebelião contra Javé que liberta Israel do Egito. Não fica inteiramente claro se o profeta que se levantou entre o povo era um israelita ou um estrangeiro. Há pelo menos um caso registrado no Antigo Testamento em que falsos profetas, os profetas de Baal, foram mortos, por Elias (I Rs.18: 40). Contudo, embora falsos profetas sejam mencionados com freqüência, as referências à sua punição são raras. Isto poder ser atribuído a negligencias da Lei, mas pode também ser um exemplo do fato de que as Leis muitas vezes contemplam uma possibilidade teórica e prescrevem uma penalidade severa, não com a intenção de que a mesma seja executada, mas com o propósito de demonstrar a hediondez do crime. A ameaça de execução a qualquer ofensor tinha por objetivo a prevenção da difusão de tal câncer e a eliminação do mal de entre o povo de Israel (cf.17: 12; 119: 11-13; 21: 18-21; 22: 21-24; 24: 7) A questão era: como poderia a vida comunitária de Israel permanecer fiel a Javé? Esta é uma pergunta perene. Em época posterior Paulo advogou a expulsão de um homem que tomara a esposa de seu pai (I Co. 5: 1-13; notar bem o versículo 13).
18: 20-22. – Um verdadeiro profeta sempre exigiria lealdade para com a aliança, além de fazer predições confiáveis. Fidelidade àquilo que Deus já revelara era algo esperado de qualquer profeta verdadeiro. As palavras de um profeta, bem como suas ações, nada tinham de mágico. Um dos problemas associados com o movimento profético, todavia, era o falso profeta, pois embora o verdadeiro profeta tivesse um profundo sentido de comissão divina, nem todos que reivindicavam tal comissão eram profetas legítimos de Javé. Era muito mais fácil a alguém fazer tal reivindicação do que consubstanciá-la. Duas respostas são aqui oferecidas. Em primeiro lugar, as palavras do verdadeiro profeta acontecem de fato (cf. Rs.22: 26-28; Jr. 28). Tal evidencia, entretanto, podia, às vezes, ser fornecida enganosamente pelo falso profeta. A diferença era que enquanto o verdadeiro profeta falava por Deus, o falso profeta falava presunçosamente, ele despejava opiniões pessoais para as quais não havia apoio por parte de Javé. Muitas vezes, por detrais de tais declarações havia o desejo de agradar a homens (Is. 30: 10-11; Jr.14: 14, 15; 23: 16,21-27, 30-33; 27:9, 10, 14-16; Mq. 2:11; 33:11). A segunda prova de genuinidade era que , enquanto o verdadeiro profeta falava em nome de Javé, o falso profeta falava em nome de outros deuses, iludindo o povo a que se entregasse à idolatria (Cf.13: 1-5)

LIVRO DOS REIS
I REIS – 18: 20 - A aquiescência de Israel ao culto dos bezerros tornou a nação presa fácil para o culto cananeu a Baal. O culto aos bezerros infringiu o segundo mandamento, e o culto a Baal infringiu o primeiro. Baal era o principal entre os ídolos cananeus. Como deus da agricultura, chuva e fertilidade, exercia atração especial sobre Israel. O sistema religioso cananita não tinha moral e era diametralmente oposto ao Deus santo dos Hebreus. Jezabel, esposa de Acabe, oriunda da Fenícia, foi quem instigou essa religião em Israel contratou 850 profetas de Baal e Asera (I Rs. 18:19). O culto a Baal constituiu um desafio a Jeová, Deus de Israel, que reivindicou a terra de Canaã como sua terra especial.
I Reis 22: 6, 10, 12 – Era comum buscar o conselho da divindade nacional por meio de palavra antes de uma guerra principal. Isto era necessário se fosse para ser feito uma “guerra sagrada”. A postura evidente de Josafá – como alguém que não cultua a Baal – era buscar a palavra de Javé. Sua postura opunha-se à de seu companheiro, o qual buscava apoio em presságios proveniente de suas próprias divindades para sua própria ação. A importância de buscar a vontade de Deus antes de minha ação futura é enfatizada (v.5) por Josafá. Os quatrocentos “profetas nacionalistas” estavam provavelmente concentrados em Betel (I Rs.18: 19). De um modo acrítico eles eram leais ao rei de Israel e a unidade deles deve ter levantado suspeita, haja vista que o objetivo deles era agradar ao rei ao invés de proclamar a verdade.

LIVRO DE ISAÍAS
- 9: 15 – A explicação é que a cabeça e o ancião e o favorito do rei (cf. 3:3), e a figura da cauda, a parte menos nobre, aplica-se aos falsos profetas a quem Isaías, mediante essa figura, expõe à zombaria. Com a figura de ramos de palmeira e junco ele dá a entender os grandes e os pequenos (cf. 14).
- 28: 7, 8 – À profecia mais antiga contra Samaria, que já se cumprira (VV. 1-4), é ligado o novo oráculo que Isaías recebeu, o qual é dirigido diretamente contra Judá. Da mesma forma como no passado, os nobres de Samaria se entregavam aos prazeres sensuais, agora “também estes”, as pessoas mais importantes de Judá, se entregam ao deboche e aos excessos.Eles se entregam vergonhosamente ao vinho e a bebida forte. Aparentemente, Isaías também tinha em mente os líderes de Judá (v.12),mas refere-se a sacerdotes e profetas. Ele faz com que eles fiquem sabendo, mediante linguagem severa, como esses excessos sensuais lhes ficam mal. Os profetas têm as suas “Visões” enquanto embriagados. Não que esses (falsos) profetas recebam visões e revelações do Senhor; o que se dá a entender é que eles apresentam suas “visões” induzidas pelo álcool como revelações divinas. Dos sacerdotes ele diz que “gaguejam” enquanto apresentam as suas decisões judiciais (a explicação da Lei e a apresentação de um veredicto em casos duvidosos era tarefa dos sacerdotes). Quando chegam ao fim de suas festanças de bebida, em suas mesas não há nenhum lugar limpo.

LIVRO DE JEREMIAS
2: 8 – Os profetas da época recebiam sua inspiração de Baal, não do Senhor Deus de Israel. Apesar de reformas periódicas o culto nacional tinha se adaptado em grande parte aos ritos depravados de Canaã. Durante todo o seu ministério, Jeremias esteve em conflito com os profetas falsos, cujas ligações idólatras no fim se evidenciaram sem proveito, quando ficou claro que suas predições eram totalmente contrárias à vontade de Deus expressa nos acontecimentos.
6: 13; 8: 10 – A depravação total da nação é expressa mais uma vez por uma figura literária, em que o extremo menor e maior representa toda a sociedade. Os líderes religiosos são tão corruptos como o povo em geral, traição, fraude e engano eram características do seu modo de vida.
23: 9-15 – Os Pecados Dos Profetas Falsos – Coração, no sentido que é usado aqui, denota mais um estado mental profundamente perturbado, do que emocional. A mente, não pode compreender a maneira que estes profetas escolheram pára abusar de sua vocação profissional, e ele esta chocado com o comportamento corrupto deles, equiparado com a depravação do povo escolhido. A indecência dos profetas de Samaria (13) era adorar a Baal; o escândalo dos profetas de Jerusalém (14) era que eles incentivavam abertamente o adultério e falsidade, ultrapassando a maldade de Sodoma e Gomorra. Jeremias coloca toda a responsabilidade pela depravação moral de Judá sobre os ombros destes homens perversos.
16-20 – Características Do Falso Profetismo. Jeremias identifica os traços desta atividade como uma separação fundamental da realidade espiritual, moral e política. Os profetas falsos criam naquilo que eles queriam que fosse a verdade, expressando expectativas falsas de paz. Suas visões eram auto-induzidas, não inspiradas por Deus. Se os colegas falsos de Jeremias tivessem se apresentado para ouvir as palavras do Senhor e proclamá-las (18), estariam falando de julgamento, como ele, e não de paz (22).
21-32 – A Missão Fraudulenta Dos Falsos Provetas. Qualquer profecia que fale de um futuro de paz em vez de proclamar a ira de Deus é falsa. Deus, que esta perto, pode ver tudo que esta por trás, e os profetas falsos não podem se esconder de seu olhar perscrutador.
28: 1-17 – Profeta contra profeta. – Em 594 a.C. Jeremias teve um encontro com um profeta falso que estava animando e consolando o povo.
1-4. LXX e TM têm grandes divergências em todo o capitulo. A primeira e breve é concisa, enquanto que o TM é mais ampliado. Hananias era um profeta falso que não aparece em outras passagens. Ele fala com sarcasmo do julgo que Jeremias ainda estava usando, e suas promessas de restauração contradizia as afirmações de Jeremias (22: 24-27), colocando muito em destaque a questão da profecia falsa e verdadeira. A maioria dos ouvintes creria somente no que queriam ouvir.
5-17 – A resposta de Jeremias a isto é um irônico Amém! Assim faça o Senhor (6), talvez provocando um sentimento de dúvida com o tom de voz. Os acontecimentos futuros provariam quem estava certo, e Jeremias sabia que Judá só teria paz e segurança se arrependesse sinceramente e obedecesse a aliança. Entusiasmo ou sinceridade não demonstrariam verdade ou mentira; somente a obediência a Deus. Hananias quebrou o julgo de Jeremias ao mesmo tempo em que predizia a humilhação de Babilônia para dali a dois anos.Quando Jeremias por fim recebeu uma mensagem de Deus, esta era de um tom mais severo que a anterior. A resolução férrea de Deus de punir Judá e seus vizinhos faz com que da revolta surja um julgo ainda mais forte. A morte relativamente rápida de Hananias (17) mostra qual é a penalidade para apostasia e rebelião. Compare co Dt. 13: 5, e as mortes súbitas de Pelatias (Ez. 11: 13) e Ananias e Safira (At. 5: 1-11).

LIVRO DE EZEQUIEL
12: 21-14:11 – Entre as muitas infelicidades que visitaram o povo nesses trágicos dias, estava a corja dos falsos profetas. Homens sem convicções religiosas, apenas desejando agradar aos que dominavam, constituíam-se em entraves aos verdadeiros enviados de Deus. Esta seção compõe-se de cinco oráculos ou curtos discursos a respeito da obra danosa dos falsos profetas. Havia até um provérbio entre eles: “Prolongue-se o tempo e não se cumpra a profecia”, que era o mesmo que dizer: vamos ver que o que diz o profeta vai sair certo. Era uma louca experiência, porque, se o profeta falava por Deus, por certo o que ele dizia se cumpriria. Contra tal provérbio vem a Palavra do Senhor: Farei cessar esse provérbio e já não se servirão dele em Israel (v. 23).
1-A Incredulidade é Repreendida – Primeiro Oráculo (Vv. 21-28)- Incrédulo era o que o povo e os falsos profetas eram. O profeta verdadeiro era considerado um intruso, e muitas vezes um impatriota, pois só falava contra o povo. Portanto, o provérbio deles, “passa o tempo e a promessa não se cumpre”, era apenas uma maneira de expressar a sua incredulidade. De fato, o que Jeremias tinha prometido não estava sendo cumprido tão breve como se poderia esperar, mas isso era uma demonstração da paciência divina, que eles não entendiam ou não queriam entender. Assim, Deus garante que o que havia prometido se cumpriria, e sem demora (v. 25), e a compaixão cessaria. Neste ponto particular, o povo e seus profetas estavam certos: Deus tinha demorado em cumprir o que prometia, e estava sempre adiando o dia terrível, mas por amor a eles, coisa que não entendiam. Hoje mesmo nos admiramos da paciência divina em conservar este mundo cheio de iniqüidades e perversidades como nunca antes se viu, mas por quê? Por amor do povo. Falando como homem, diríamos: “Se fosse eu, já tinha acabado com isso”. Deus, entretanto, é paciente e misericordioso.
2-Os Falsos Profetas São denunciados- Segundo Oráculo (13: 1-23)- Jeremias muito lutou contra esta classe de funcionários do governo (Gr. 5: 30, 31; 14: 13-18; 23: 9-40; 29: 8-10). Estes profetas eram, como dissemos, uma espécie de funcionários públicos assalariados para dizerem só o que agradava ao povo, com o desprezo do que diziam os profetas verdadeiros. Assim se criava um ambiente de dúvidas: quem está falando certo? Perguntaram. Jeremias, Ezequiel ou os falsos profetas? Esta classe de profetas dizia que tinha tido visões, sonhos e tinha visto isto e aquilo, e quem poderia contradizê-los? Só o profeta verdadeiro, mas este era sempre malquisto, e o que dizia não agradava. Recentemente, no Brasil, apareceu esta gente que conta os seus sonhos e visões, e quem não gosta de ouvir coisas justamente vindas do escuro da vida? Este autor teve de contradizer, por mais de uma vez, esta gente, especialmente mulheres nervosas e fracassadas. Era assim em Israel. Se o que esta gente dizia se cumprisse, bem, mas nunca se cumpriu. Eram enganadores do povo, falando de paz, quando não havia paz (v.10). Esta gente mentirosa não teria os seus nomes no registro da casa de Israel, nem entraria na terra de Israel (Na volta) (v. 9). Seriam, portanto, párias, sem terra e sem pátria. Levantariam uma parede, e os falsos profetas a caiariam, mas em pura perda de tempo: a parede cairia (v.11). Portanto, em lugar de paz, um terremoto seria o que Deus lhes mandaria.
3-Os Idolatras Serão Castigados – O terceiro Oráculo (14: 1-11)- Neste capitulo temos a história da vinda de alguns dos filhos de Israel, que foram ao profeta para saber de alguma coisa que ignoravam. Estes anciãos que vieram ao profeta para obter noticias, tiveram de Deus mesmo a resposta de que precisavam. Eu, o Senhor, vindo ele, lhe responderei (v. 4). Todo homem que enchesse o seu coração de ídolos, receberia a resposta de Deus que esperava: para que Eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração (v.5).Os ídolos são meios religiosos para afastar o povo do seu Deus, mas o coração é que era a sede desta maldade. Deus tinha tantos modos de falar ao povo para ser guiado no bom caminho, que este não tinha desculpas para a sua transgressão. Deus responderia diretamente a tais pessoas por meio de juízos, manifestações de seu desagrado pela má conduta do povo. Então vem o apelo: Convertei-vos e apartai-vos dos vossos ídolos, e daí as costas as vossas abominações (v.6).Qualquer que se corrompesse e levantasse ídolos no seu coração, para se afastar de Deus, e depois viesse ao profeta para consultar, a esse, Eu, o Senhor, responderei por mim mesmo (v.7; cf. Os. 9:10). O ensino do s versos 9 e 10 não deixa dúvida quanto ao ensino em jogo. Muitos erros tinham sido cometidos por ensino falso de profetas. A ordem agora era que só Deus daria resposta a tais idólatras, e se um profeta desse resposta seria resposta falsa. Para que a casa de Israel não se desvie mais de Mim, nem mais se contamine com todas as suas transgressões (v.11). A situação em Israel tinha chegado a um ponto tal que era difícil saber quando uma doutrina era de Deus e quando de homens. Portanto, de agora em diante, só Deus falaria.
4-Os Juízos de Deus São Justos e Razoáveis – Quarto Oráculo

BIBLIOGRAFIA
- Introdução e comentário - I e II Reis- Donald J. Wisemam -1ª edição - 2006 - Vida Nova.
- Introdução e comentário - Isaías - J.Ridderbos - 1ª edição - 1986 - Vida Nova.
- Introdução e comentário - Jeremias e Lamentações - R. K. Harrison - 1ª edição - 1980 - - Vida Nova.
- Introdução e comentário - Ezequiel - John B. Taylor - 1ª edição - 1984 - Vida Nova.

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Tersius Muniz é presbítero e seminarista.

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